7 sinais de que sua família precisa de um planejamento patrimonial
Planejamento patrimonial costuma ser um daqueles assuntos que ficam sempre para depois. A rotina é intensa, os negócios demandam atenção, e pensar em sucessão parece algo distante, coisa para resolver "quando chegar a hora".
O problema é que a hora certa de planejar é justamente quando tudo está bem. Quando há saúde, clareza para tomar decisões e tempo para estruturar as coisas com calma. Esperar o momento de urgência quase sempre significa pagar mais caro em impostos, em desgaste familiar e em oportunidades perdidas.
Se você nunca parou para pensar se sua família precisa de um planejamento patrimonial, este artigo pode ajudar. Reunimos sete sinais bastante comuns que indicam que esse é um assunto que merece atenção.
1. Vocês possuem imóveis em nome de diferentes pessoas da família
É muito comum que, ao longo dos anos, a família vá acumulando imóveis registrados em nomes diferentes. Alguns no nome do pai, outros no da mãe, alguns já transferidos informalmente para filhos. Essa dispersão, que muitas vezes acontece sem planejamento, cria dificuldades enormes no momento da sucessão.
Cada imóvel em nome de pessoa diferente pode gerar um inventário distinto. Multiplicam-se custos, prazos e burocracia. Além disso, quando não há clareza sobre quem é dono do quê, surgem espaços para conflitos entre herdeiros.
Se esse cenário parece familiar, é um forte indicativo de que a família se beneficiaria de uma reorganização patrimonial.
2. Existe um negócio familiar sem regras claras de sucessão
Empresas familiares são a espinha dorsal da economia brasileira, mas também são fonte frequente de conflitos quando não há planejamento. Quem vai assumir a gestão quando os fundadores se afastarem? Os filhos que trabalham na empresa terão tratamento diferente dos que seguiram outros caminhos? Como serão tomadas as decisões quando houver divergência?
Essas perguntas raramente têm respostas fáceis, mas precisam ser enfrentadas. Quando a sucessão acontece sem que essas definições estejam claras, o risco de disputas, e até de destruição do negócio, é real.
3. A família possui patrimônio relevante, mas nunca conversou sobre o assunto
Em muitas famílias, falar sobre dinheiro, bens e herança é tabu. Os pais evitam o assunto para não parecer que estão pensando na própria morte; os filhos evitam para não parecer interesseiros. O resultado é um silêncio que deixa todos despreparados.
O planejamento patrimonial bem feito inclui conversas difíceis, mas necessárias. Quando conduzidas no momento certo e com a orientação adequada, essas conversas fortalecem a família em vez de fragilizá-la.
4. Há herdeiros com perfis ou necessidades muito diferentes
Nem todos os filhos têm a mesma relação com o patrimônio familiar. Alguns trabalham no negócio da família, outros construíram carreiras independentes. Alguns têm boa situação financeira, outros enfrentam dificuldades. Alguns são casados em regimes que protegem os bens, outros não.
Um bom planejamento considera essas diferenças. Tratar todos de forma idêntica pode parecer justo, mas nem sempre é a solução mais adequada. Às vezes, equalizar situações diferentes exige tratamentos diferentes, e isso precisa ser pensado com cuidado.
5. Vocês não sabem quanto pagariam de imposto em caso de falecimento
O ITCMD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação) que é um imposto estadual sobre heranças e doações é um custo frequentemente subestimado. Dependendo do estado, a alíquota pode chegar a 8% sobre o valor total dos bens transmitidos. Em patrimônios relevantes, isso representa uma quantia expressiva.
Mais do que isso: a reforma tributária em discussão prevê mudanças significativas nesse imposto, com possibilidade de alíquotas progressivas.
Se a família nunca fez as contas para entender qual seria o impacto tributário de uma sucessão, esse é um exercício importante e muitas vezes revelador.
6. Existe preocupação com proteção patrimonial
Profissionais liberais, empresários, sócios de negócios com risco, todos têm motivos legítimos para se preocupar com a proteção do patrimônio pessoal e familiar.
A proteção patrimonial legítima não é esconder bens nem fraudar credores. É organizar a estrutura de propriedade de forma inteligente, separando o que pode estar exposto a riscos do que deve ser preservado para a família. Isso se faz com planejamento, não com improviso.
7. Já vivenciou um inventário difícil e interminável
Muitas pessoas só percebem a importância do planejamento depois de vivenciar, ou acompanhar de perto, um inventário complicado. Famílias que brigam por anos na justiça, patrimônios que se deterioram enquanto o processo se arrasta, herdeiros que não conseguem vender nem administrar os bens.
Se alguém na sua família já passou por isso, você tem uma vantagem: sabe exatamente o que quer evitar. A boa notícia é que, com planejamento adequado, é possível antecipar e prevenir diversas situações desagradáveis e prejudiciais.
E agora?
Se você se identificou com um ou mais desses sinais, isso não significa que há algo errado com sua família. Significa apenas que vocês têm um patrimônio relevante, construído com trabalho, e que merece ser cuidado com a mesma atenção.
O planejamento patrimonial não precisa ser complicado nem assustador. Começa com uma conversa para entender a situação atual, os objetivos da família e as preocupações de cada um. A partir daí, é possível desenhar uma estratégia sob medida, que pode envolver desde ajustes simples até estruturas mais sofisticadas, conforme a necessidade.
O mais importante é dar o primeiro passo.
Se você quer entender como o planejamento patrimonial pode beneficiar sua família, entre em contato conosco. Teremos prazer em ouvir sua história e mostrar os caminhos possíveis.